Mudando de ares! 10 celebridades que escreveram ficção

Embora não seja sempre o caso, a fama geralmente vem através de um talento que torna aquela figura conhecida pelo público. Nos palcos da dramaturgia, música, política e esporte são inúmeros exemplos de indivíduos alçados ao status de estrela através de seus respectivos dons. Mesmo entre esses talentosos, entretanto,  existem aqueles que transcendem seu hábitat natural e demonstram vocação em outras áreas de atuação.

Nesse artigo selecionamos 10 celebridades que se aventuraram pela escrita de ficção e se saíram muito bem.

Espero que gostem!

Tipos Incomuns, de Tom Hanks

celeb1Um affaire agitado e divertido entre dois grandes amigos. Um ator medíocre que se torna uma estrela e se vê em meio à frenética viagem de divulgação de um filme. O colunista de uma cidadezinha com um ponto de vista antiquado sobre o mundo. Uma mulher se adaptando à vida na nova vizinhança após o divórcio. Quatro amigos e sua viagem de ida e volta à Lua num foguete construído num fundo de quintal.

Essas são apenas algumas das pessoas e situações que Tom Hanks explora em sua primeira obra de ficção. Os contos têm algo em comum: em todos, uma máquina de escrever desempenha um papel — às vezes menor, às vezes central.

Conhecido por sua sensibilidade como ator, Hanks traz essa característica para sua escrita. Ora extravagante, ora comovente, ocasionalmente melancólico, Tipos incomuns deleitará e surpreenderá seus milhões de fãs.

Tom Hanks é ator e cineasta, mais conhecido por seus papéis em Forrest Gump, O Resgate do Soldado Ryan, Capitão Phillips e muitos outros.

O Dia em que o Presidente Desapareceu, de Bill Clinton & James Patterson

celeb7Um dos livros mais esperados do ano, escrito pelo mestre do thriller, James Patterson, e pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

O presidente desapareceu. O mundo fica em estado de choque. Mas o motivo do desaparecimento é muito pior do qualquer um pode imaginar. Com detalhes que só um presidente poderia conhecer, e o tipo de suspense que só James Patterson é capaz de criar, surge um dos maiores thrillers dos últimos tempos.

Bill Clinton foi o 42º presidente dos Estados Unidos e exerceu o cargo por dois mandatos consecutivos, entre 1993 e 2001.

A Fogueira, de Krysten Ritter

celeb6Na trama, Abby Williams é uma advogada de 28 anos especializada em questões ambientais. Hoje uma mulher independente vivendo em Chicago, Abby teve uma adolescência problemática numa cidadezinha no estado de Indiana que até hoje ela luta para esquecer. Mas um caso de contaminação envolvendo uma grande empresa obriga Abby a voltar à pequena Barrens e confrontar seu próprio passado. Quanto mais sua equipe avança nas investigações sobre a Optimal Plastics, mais Abby se aproxima também da verdade sobre o misterioso desaparecimento de sua antiga melhor amiga anos atrás e de outros acontecimentos até então sem resposta.

Krysten Ritter é a protagonista de Jessica Jones, premiado seriado da Netflix, e também conhecida também por seus papéis em Os defensores e Breaking Bad, entre outros filmes e séries.

O Vendedor de Armas, de Hugh Laurie

celeb4Quando Thomas Lang, ex-militar de elite, recebe uma proposta de 100 mil doláres para assassinar um empresário norte-americano, ele decide alertar a futura vítima – uma boa ação que não ficará impune. Em questão de horas, Lang terá de se defender com uma estátua de Buda, jogar cartas com bilionários impiedosos e colocar sua vida nas mãos de mulheres fatais, enquanto tenta salvar uma linda moça e impedir um banho de sangue mundial.

Encontramos nesta história muito do que se vê em um episódio de House, o mau espiríto salvador e a réplica assassina de Hugh Laurie, a serviço de uma intriga apaixonante e de um personagem memorável.

Um ator que saiba escrever bem é algo raro, mas Hugh Laurie, misturando humor com uma eficácia hollywoodiana, faz uma entrada talentosa no mundo da literatura.

Hugh Laurie é o ator protagonista do multipremiado seriado Dr. House.

O Caçador de Demônios, de Wesley Snipes & Ray Norman

celeb8Na estreia literária de Wesley Snipes, um guerreiro sagrado precisa convencer um médico descrente a ajudá-lo a impedir um poderoso demônio de criar o inferno na terra.
Imagine que todos que você já conheceu ou amou fossem forçados e um estado de possessão demoníaca e escravidão espiritual. Imagine que um grupo dos homens mais ricos e poderosos traçaram esse plano sinistro para concretizar seu domínio inquestionável do planeta. Imagine dois heróis emergindo dessa escuridão para lutar contra as forças do mal.

Passado nas ruas duras de Chicago, O caçador de demônios é a aventura cheia de ação que revolve ao redor de Lauryn Jefferson, uma linda jovem médica que é arrastada para uma batalha aparentemente impossível contra as forças invisíveis do exército do demônio e seus agentes humanos dedicados a escravizar toda a humanidade em sua missão de instaurar o reino do inferno na terra.

Mas Lauryn é uma cética, e é só quando ela vê uma droga diabólica varrer sua cidade e começa a treinar para ser uma guerreira espiritual com o legendário homem de Deus, Talon Hunter, que ela descobre sua natureza real e sua força interna. Enfrentando testes e tarefas perigosas, esse é realmente uma prova de fogo para Lauryn. E falhar significaria a morte de milhões. E rios de sangue correriam pela terra.

Imagine esse terror. Essa dor. E imagine tudo que levaria para lutar contra isso. Apenas os mais fortes e mais fiéis sobreviverão? Se prepare. O apocalipse se aproxima.

Wesley Snipes é ator de filmes de ação, mais conhecido por seu papel como protagonista na trilogia Blade, o Caçador de Vampiros.

Quem Sabe um Dia, de Lauren Graham

celeb3Quando se mudou para Nova York, Franny Banks deu a si mesma três anos para conseguir se estabelecer como atriz. E agora, em janeiro de 1995, faltando apenas seis meses para o fim do prazo, ela não conseguiu grandes avanços. Todas as suas fichas estão depositadas na Apresentação, uma mostra dos alunos do curso de teatro do qual faz parte com diversos agentes presentes. Assim, resta a Franny lutar contra a conta bancária, o cabelo indomável, o tempo e a própria sorte para conseguir aquilo que acredita ser seu por direito.

Lauren Graham é mais conhecida por interpretar Lorelai Gilmore na série Gilmore Girls.

S., de J.J. Abrams & Doug Dorst

celeb5Uma jovem encontra numa biblioteca um livro com anotações de um estranho. As margens repletas de observações revelam um leitor inebriado pela história e pelo misterioso autor da obra. Ela responde os comentários e devolve o livro, que o estranho volta a pegar. Ele é Eric, ela é Jennifer, e o inesperado diálogo dos dois os faz mergulhar no desconhecido.

É esse velho exemplar típico de biblioteca – consultado, anotado, manuseado – intitulado O Navio de Teseu, de V. M. Straka, que o leitor encontrará dentro da caixa preta e selada de S.. A lombada está visivelmente gasta e as páginas, amareladas, rabiscadas com comentários manuscritos em diversas cores. Entre as folhas, surpreendentemente, há cartas, cartões- -postais, recortes de jornal, fotografias e até um mapa desenhado em um guardanapo.

O Navio de Teseu data de 1949 e é o décimo nono e último romance de Straka, autor cuja vida é um mistério. Nem mesmo F. X. Caldeira, responsável pela tradução da obra e pela publicação do derradeiro livro, já após o desaparecimento e a suposta morte de Straka, tem mais informações. Nas notas de rodapé, Caldeira tenta contextualizar e relacionar as obras e a vida do autor. Nas anotações a lápis e a caneta, porém, vê-se que Eric, um estudioso de Straka, parece não concordar com as notas da tradução. E as observações escritas por Jennifer, uma graduanda cheia de segredos que trabalha na biblioteca da universidade, mostram que ela percebeu isso.

Da conversa entre Jennifer e Eric nas margens das páginas da obra emerge uma nova trama, que levará os dois a enfrentar decisões cruciais sobre quem são de verdade, quem talvez venham a se tornar e, ainda mais importante: quanto de suas paixões, mágoas e medos eles estariam dispostos a compartilhar com alguém que não conhecem.

J.J. Abrams é diretor, produtor e roteirista de cinema e TV. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão a série Lost e os filmes mais recentes das franquias Star Wars e Star Trek.

O Xangô de Baker Street, de Jô Soares

celeb9Neste livro hilariante, Jô Soares alia uma rigorosa pesquisa histórica sobre a vida no Rio de Janeiro do Segundo Reinado à sua inventividade sem fronteiras. Romance “cômico-policial”, O Xangô de Baker Street constitui uma engraçada mistura de cenário muito preciso do passado – a capital do país por ocasião da primeira visita da legendária atriz francesa Sarah Bernhardt -, figuras conhecidas da história política e cultural do país – como Olavo Bilac, Chiquinha Gonzaga, Paula Nei, d. Pedro II -, e personagens de ficção – Sherlock Holmes e o indefectível dr. Watson, importados para desvendar o desaparecimento inconveniente de um violino Stradivarius que deixara o imperador em sérios apuros. Mas as ilustres criaturas de Conan Doyle acabam sendo requisitadas para solucionar uma série de crimes hediondos e enigmáticos.

O resultado é um livro delicioso, em que as modas e os costumes da capital imperial no século XIX vêm acompanhados de algumas suposições mais ousadas, como a de o Brasil ser o berço do primeiro serial killer da história. Por sua vez, o texto vai do jocoso dos diálogos e da gozação do francesismo brasileiro de então ao hilariante de diversas cenas, e revelações estarrecedoras sobre a vida alimentar, farmacológica e sexual do famoso detetive da rua Baker.

O Sherlock de Jô descobrirá as delícias sensuais dos trópicos, aprenderá alguns costumes nativos, exercerá seus brilhantes dotes dedutivos (para espanto e incredulidade dos pobres mortais), mas será obrigado a admitir que os crimes abaixo do Equador não são tão elementares, meu caro leitor.

Jô Soares é apresentador de televisão, humorista, escritor, dramaturgo, diretor teatral, ator e músico. Conhecido principalmente pelos programas Jô Soares Onze e Meia no SBT, de 1988 a 1999, e Programa do Jô na Globo, de 2000 a 2016.

A Balconista, de Steve Martin

celeb2A Balconista é a prova definitiva do grande talento de Steve Martin. Uma pequena obra-prima, aclamada pela crítica e pelo público, escrita por um dos mais incríveis e talentosos comediantes americanos. O livro revela um lado diferente de Martin, um lado incrivelmente sensível, um olhar sábio que analisa com ternura as relações entre homens e mulheres e os segredos do coração.

A balconista do título se chama Mirabelle. Uma jovem de 28 anos que trabalha no setor de luvas da Neiman Marcus, em Beverly Hills, “vendendo coisas que ninguém mais compra”, o que captura com perfeição a essência de sua vida. A jovem, que mudou de Vermont para Califórnia na esperança de começar uma nova vida, ironicamente, em pouco tempo, se vê tomando remédios contra depressão. Suas ambições equivalem a um décimo do que almejam as pessoas normais. Tudo que a moça quer é apaixonar-se.

Sozinha e vulnerável, ela passa o dia tomando remédios e desenhando “coisas mortas” no papel, enquanto sonha com um relacionamento perfeito. Nesta paisagem estática aparece Ray Porter, um milionário cinqüentão, divorciado e egoísta. Um dia ele vê Mirabelle na loja e se encanta. Os dois engatam um relacionamento sem compromisso. Enquanto se esforçam para continuarem juntos, tentam compreender a verdadeira linguagem do amor – com conseqüências que são ao mesmo tempo cômicas e de partir o coração.

Na vida de Mirabelle, existem ainda Jeremy, um jovem perdido e sem objetivo que se apaixona por ela, e Lucy, a rival que trabalha na mesma loja de Mirabelle e insiste em usar o sexo para conquistar e descartar os homens. A mútua incompreensão, danos psicológicos e o vazio característico dos quatro personagens criados por Martin fazem de A Balconista um romance muito diferente de uma comédia de costumes.

Steve Martin é ator, comediante, produtor, escritor, dramaturgo, músico e compositor americano.

A Glória e Seu Cortejo de Horrores, de Fernanda Torres

celeb10A glória e seu cortejo de horrores, novo romance de Fernanda Torres, autora de Fim, acompanha as desventuras de Mario Cardoso, um ator de meia idade, dos dias de sucesso como astro de telenovela até a total derrocada quando decide encenar uma versão de Rei Lear – e as coisas não saem exatamente como esperava.

Mescla eletrizante de comédia de erros e retrato do artista, o livro atravessa diversas fases da carreira de Mario (e da história recente do Brasil), suas lembranças de juventude no teatro político, a incursão pelo Cinema Novo dos anos 60, a efervescência hippie do Verão do Desbunde, o encontro com o teatro de Tchékhov, a glória como um dos atores mais famosos de uma época em que a televisão dava as cartas no país. Um painel corrosivo de uma geração que viu sua ideia de arte sucumbir ao mercado, à superficialidade do mundo hiperconectado e, sobretudo, à derrocada de suas próprias ilusões.

Fernanda Torres é atriz, roteirista, escritora e apresentadora. Mais conhecida, por mim pelo menos, pelo papel de Vani no seriado Os Normais.

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