Assassino! 10 livros sobre crimes reais

Crimes brutais sempre mexem com o nosso senso de justiça e despertam nosso interesse no desenrolar da suas respectivas investigações. Queremos sempre que o culpado seja encontrado e colocado detrás das grades, de preferência por muito tempo. Não é a toa que existem tantas séries de TV hoje em dia que abordam esse assunto. CSI, Mindhunter, Criminal Minds, True Detective são apenas alguns exemplos. Como um leitor ávido por histórias reais, resolvi compor uma lista com 10 livros sobre crimes que aconteceram de verdade e chocaram o Brasil e o mundo. Está preparado?

 

Eu Terei Sumido na Escuridão, de Michelle McNamara

crime1Por mais de dez anos, um criminoso sexual misterioso e brutal violentou cinquenta pessoas no norte da Califórnia antes de se transferir para o sul, onde cometeu dez assassinatos perversos. Em 1986, desapareceu, evitando sua captura por 30 anos. Ao longo dessas três décadas, Michelle McNamara, uma jornalista investigativa que criou o popular website , se dedicou ao caso, determinada a encontrar o psicopata cruel que ela chamava de “Golden State Killer”, ou “Assassino do Estado Dourado”.

Michelle se debruçou sobre relatórios policiais, entrevistou vítimas e mergulhou em comunidades online de pessoas tão obcecadas com o caso quanto ela. Sua investigação resultou em Eu terei sumido na escuridão, uma verdadeira obra-prima que apresenta um retrato emocional de um período da história americana e uma narrativa arrepiante sobre a obstinação de uma mulher em sua busca incansável pela verdade.

Em 2018, meses após a publicação do livro nos Estados Unidos, Joseph James DeAngelo foi preso em Sacramento, Califórnia, finalmente identificado por meio de testes de DNA. McNamara, que fazia uso de medicamentos para ansiedade e transtorno do pânico, morreu de um mal súbito em 2016, aos 46 anos, e não pôde vivenciar seu triunfo. Mas, sem dúvida, seu trabalho ficará marcado como um clássico do true crime , e a obra que ajudou a lançar luz sobre o mistério do Golden State Killer.

Arquivos Serial Killers, de Ilana Casoy

crime2Abrindo as comemorações de 5 anos da DarkSide, a editora relança os Arquivos Serial Killers de Ilana Casoy, agora em Limited Edition. Os dois livros, Serial Killers: Louco ou Cruel? e Serial Killers: Made In Brazil, reunidos num único volume de luxo, em mais de 700 páginas de investigação.

Ilana Casoy é autoridade no que diz respeito a mentes criminosas e resolução de crimes no Brasil. Para escrever Louco ou Cruel?, a escritora mergulhou em arquivos da polícia e da Justiça, do FBI e da Scotland Yard, além de ter feito uma pesquisa rigorosa em diversas outras fontes para compor um inquietante roteiro de como, por que razão e com que métodos os serial killers agem.

Em Made in Brazil, Casoy dedicou-se a investigar os serial killers brasileiros, no que viria a ser o primeiro livro do gênero dedicado aos assassinos em série do Brasil. Foram cinco anos de pesquisas, visitas a arquivos públicos, manicômios e penitenciárias, além de entrevistas cara a cara com personificações do mal em terras tupiniquins, para produzir um dossiê sobre o lado mais sombrio do ser humano. Perturbador e por muitas vezes comovente, o relato de Casoy nos apresenta histórias que nem a ficção e o cinema conseguiram imaginar.

Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni, de Ilana Casoy

crime3Os crimes que impactaram o cenário policial nacional na ultima década, o assassinato do casal Richthofen e de Isabella Nardoni, foram reunidos em um só livro e trazem novos detalhes observados por quem estava nos bastidores. A criminóloga Ilana Casoy, em “Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni”, abre pela primeira vez seus cadernos de anotações utilizados durante a pesquisa na Polícia Civil, Científica e Ministério Público dos dois crimes, tudo isso com a qualidade quase psicopata de edição, uma marca registrada de todos os títulos da Darkside Books.

A pedido da editora, Ilana Casoy mergulhou em suas anotações particulares e está de volta com mais uma luxuosa reedição de suas obras, incluindo os inéditos fac-símiles de trechos dos seus cadernos. Primeira autora nacional dos “Caveirinhas”, na nova publicação traz para seus leitores o mistério desvendado de comentários originais dela mesma no calor dos acontecimentos e descobertas. Além de acompanhar passo a passo o rumo das investigações e julgamento dos assassinos que romperam a linha da lei e do sagrado, os sentimentos e dúvidas da autora ficam agora expostos ao público.

Em “Arquivos Richthofen” o leitor vai acompanhar o comportamento dos três assassinos — as contradições e os erros decisivos; a distância de Suzane ao relatar os fatos, o descontrole de seu namorado Daniel na reprodução simulada do crime, os depoimentos e técnicas de investigação da polícia, dos médicos legistas, peritos e especialistas, que não deixaram outra alternativa aos culpados que confessar os assassinatos brutais. A grande novidade fica por conta da transcrição inédita do emblemático debate entre acusação e defesa, com o objetivo de oferecer os detalhes do julgamento nunca publicados.

Em “Arquivos Nardoni” o mergulho é em um dos casos criminais mais polêmicos já ocorridos no Brasil, que contou com um qualificado trabalho da polícia técnico-científica — única “testemunha” do crime. Ilana reconstrói os cinco dias do julgamento de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella de Oliveira Nardoni, condenados pelo assassinato dela.

Nó do Diabo, de Mara Leveritt

crime4A história de um dos casos mais polêmicos e indecifráveis da justiça americana.

Nó do diabo traz para o leitor a perturbadora história do caso conhecido como “Os Três West Memphis”, em que os jovens Damien Echols, Jason Baldwin e Jessie Misskelley Jr. — membros de uma suposta seita satanista — foram acusados pelo assassinato brutal de três meninos de oito anos em West Memphis, uma pequena cidade do Arkansas, em 5 de maio de 1993. Condenados pelos assassinatos, os jovens passaram mais da metade da vida na cadeia até que o caso fosse revisado e provas de DNA fossem aceitas em um novo julgamento, mas o crime permanece sem solução.

O Animal Mais Perigoso de Todos, de Gary L. Stuart & Susan Mustafa

crime5O explosivo livro de memórias escrito por um homem que descobre que seu pai é ninguém menos que o lendário assassino do Zodíaco. Pouco depois de sua mãe biológica contatá-lo pela primeira vez, aos 39 anos, Gary L. Stewart decidiu sair à procura de seu pai. Sua busca o levaria a descobrir uma terrível verdade e o forçaria a reconsiderar tudo o que pensava conhecer sobre si mesmo e o mundo.

O animal mais perigoso de todos conta a história da caçada de uma década de Stewart pelo pai, seguindo uma trilha complexa de reviravoltas e conexões surpreendentes, revelando o nome do assassino do Zodíaco pela primeira vez, além de construir um perfil psicológico assustador do criminoso que cativou a imaginação da América por décadas e permaneceu um dos grandes mistérios não solucionados do século XX.

Assassinos da Lua das Flores, de David Grann

crime6Nos Estados Unidos dos anos 1920, as pessoas com maior renda per capita do mundo eram membros da tribo indígena Osage, de Oklahoma. Depois da descoberta de petróleo sob o solo de sua reserva, esses improváveis milionários andavam em carros de luxo dirigidos por motoristas, viviam em mansões e mandavam seus filhos para estudar na Europa.

Então, um a um, os Osage começaram a ser mortos. As primeiras vítimas são a família de Mollie Burkhart, cujos parentes são sucessivamente envenenados ou assassinados a tiros. E isso era apenas o começo, pois mais e mais membros morreriam nos próximos meses, sempre em condições misteriosas.

Nessa parcela remanescente do Velho Oeste, habitada por notórios malfeitores como Al Spencer, conhecido como “o terror fantasma”, e onde homens do petróleo, como J. P. Getty, fizeram fortuna, muitos dos que ousaram investigar os assassinatos também perderam a vida.

É só quando o número de vítimas ultrapassa a segunda dezena que o FBI assume o caso. Fundado havia menos de duas décadas, o Federal Bureau of Investigation ainda não dispunha da experiência e da fama que tem hoje e seus agentes conduzem mal as investigações. Desesperado, o jovem diretor J. Edgar Hoover recorre à ajuda de um antigo Ranger texano chamado Tom White para solucionar o mistério.

White organiza uma equipe secreta, incluindo um dos únicos agentes indígenas do Bureau. Eles se infiltrariam na região lutando para adotar as mais recentes técnicas de investigação e começariam a expor uma das conspirações mais frias da história dos Estados Unidos.

Mindhunter, de John Douglas & Mark Olshaker

crime7Em detalhes assustadores, Mindhunter mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI.

Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão serial killer, assassino em série, nem existia, Douglas foi um oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Como Jack Crawford em O Silêncio dos Inocentes, Douglas confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein.

Com uma habilidade fantástica de se colocar no lugar tanto da vítima quando no do criminoso, Douglas analisa cada cena de crime, revivendo as ações de um e de outro, definindo seus perfis, descrevendo seus hábitos e, sobretudo, prevendo seus próximos passos.

Com a força de um thriller, ainda que terrivelmente verdadeiro, Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano é um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv.

Manson: A Biografia, de Jeff Guinn

crime8Ele só queria ser um Superstar. Sexo, drogas e rock ‘n’ roll. Crimes, estupros e assassinatos. Charles Manson fez de sua história a trilha sonora do fim do mundo.

A metáfora favorita da América para o lado negro dá década de 1960, Manson foi o cabeludo que matou o sonho de Woodstock e o retrato perfeito de como toda aquela filosofia da geração paz e amor não funcionou.

Psicopata, vigarista, racista e cafetão. Olhos em chamas, barba por fazer, cabelos despenteados e uma suástica tatuada na testa. A diabólica imagem de Charles Manson está gravada no inconsciente popular e é reconhecidamente assustadora. Após quatro décadas dos seus terríveis atos, os assassinatos orquestrados por ele continuam a exercer um mórbido fascínio.

Dezenas de livros já foram escritos sobre Manson nesses mais de quarenta anos, e agora uma meticulosa pesquisa desenvolvida pelo biógrafo Jeff Guinn surge como o guia definitivo do homem que entrou para a história como sinônimo do mal.

O Segredo dos Corpos, de Dr. Vincent Di Maio & Ron Franscell

crime9Há mais de 40 anos, ele desvenda segredos daqueles que já se foram, muitos de forma misteriosa e violenta. Não há nada de místico em seu trabalho. Devoto da ciência, o dr. Vincent Di Maio é um dos mais renomados médicos forenses dos EUA, e ele resolveu dividir tudo o que aprendeu com os mortos em O Segredo dos Corpos.

CSI, Dexter, O Silêncio dos Inocentes, True Detective. A medicina forense tem sido uma fonte constante de inspiração para grandes narrativas policiais. Uma tradição que remota às primeiras histórias de Sherlock Holmes no século XIX. Mas será que a arte imita mesmo a vida — ou, nesse caso, a morte? O que realmente acontece numa autópsia? Você não precisa mais morrer de curiosidade. Ler O Segredo dos Corpos é como estar dentro do necrotério, participando de uma verdadeira aula sobre patologia criminal. Sem o inconveniente cheiro do formol.

O Segredo dos Corpos disseca casos surpreendentes que ajudaram a construir a reputação do legista. Como a exumação de Lee Harvey Oswald, suposto assassino do presidente Kennedy. Ou a investigação pela morte do adolescente Trayvon Martin, em 2012, na Flórida, crime que acabaria impulsionando o movimento Black Lives Matter, de denúncia contra o racismo na sociedade norte-americana. O livro apresenta ainda casos reais de serial killers que ainda aterrorizam o imaginário popular.

American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson, de Jeffrey Toobin

crime10Craque recordista da NFL, a liga de futebol americano, o ídolo O.J. Simpson estava acima do bem e do mal. Seria pouco compará-lo ao goleiro Bruno, condenado pelo desaparecimento da mãe de seu filho. Simpson era o equivalente a Pelé, Messi ou Neymar em seu país. Tente agora imaginar a comoção que um país inteiro sentiu ao ver um herói do porte de O.J. ser acusado de um crime tão brutal: o assassinato de sua esposa, Nicole Brown, e do amigo dela, Ronald Goldman, a facadas.

Em 13 de junho de 1994, tinha início um dos mais infames casos da história criminal dos Estados Unidos. American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson é o mais completo livro sobre o caso, e foi escrito por Jeffrey Toobin, repórter que cobriu o julgamento para a revista New Yorker. Mesmo partindo do princípio que Simpson era culpado, o livro apresenta informações minuciosas que ajudam a desvendar por que O.J. foi inocentado naquele grande circo que virou seu julgamento.

 

Deixe uma resposta