A literatura de Ivan Sant’Anna… 5 relatos reais sobre grandes tragédias.

O prolífico autor e roteirista Ivan Sant’Anna é conhecido principalmente por suas obras de não-ficção sobre desastres aéreos. Operador financeiro por profissão, Sant’anna sempre foi apaixonado por aviões, tornando-se inclusive piloto amador. Essa paixão levou o escritor a pesquisar algumas das maiores tragédias da aviação nacional e mundial. O resultado dessas pesquisas você encontra nessa lista:

Voo Cego (2017)
c/ Luciano Mangoni

disaster1A impressionante história do voo que se tornou matéria obrigatória nas escolas de aviação comercial do mundo.

Em 25 de janeiro de 1990, o voo 52 da Avianca saiu do aeroporto El Dorado, em Bogotá, na Colômbia, com destino a Nova York. Era um dia chuvoso, com nevoeiro e fortes ventos, o que tornava a aterrissagem do Boeing uma manobra perigosa. Junte-se a isso o intenso tráfego aéreo do JFK e a dificuldade de comunicação dos pilotos colombianos — que não falavam bem o inglês — com os controladores de voo norte-americanos. Depois de uma tentativa frustrada de pouso, inexplicáveis eventos alteraram a vida das 158 pessoas que estavam no avião.

Autor de três livros sobre desastres aéreos, em Voo cego, Ivan Sant’Anna se juntou ao piloto Luciano Mangoni para reconstituir, passo a passo, a trajetória do AVA 052.

Perda Total (2011)

disaster6Os voos 402, 1907 e 3054 protagonizaram episódios considerados trágicos na história da aviação brasileira. As circunstâncias que envolveram cada um desses acidentes mobilizaram a opinião pública, revelaram falhas no sistema aeroviário, e revoltaram o país. A ausência de sobreviventes torna esses acontecimentos ainda mais estarrecedores. Em cada avião, nos poucos segundos em que pilotos, copilotos e tripulantes se viram diante de seu maior desafio — a luta pela sobrevivência ―, a batalha já estava perdida.

Ivan Sant’Anna relata, nesta obra, os meandros dessas histórias, mesclando à narrativa o rigor técnico dos fatos apurados e o toque humano dos relatos sobre as vidas afetadas pela tragédia. Por três anos, o autor investigou as causas e as consequências dos acidentes. Mergulhou em arquivos, inquéritos, processos judiciais, relatórios, gravações das caixas-pretas. Ouviu os parentes das vítimas, pilotos comerciais, projetistas de aviões, engenheiros e peritos.

Do embarque de cada passageiro até os momentos finais do voo, o autor reconstitui a movimentação na cabine, as ordens das torres de comando, as condições do tempo, da pista e do avião

Caixa-Preta (2000)

disaster7ONZE DE JULHO DE 1973. O Boeing 707 decola do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, para um vôo de 14 horas rumo a Orly, na França. Entre os passageiros, a socialite Regina Lecléry, o senador Filinto Müller e o cantor Agostinho dos Santos. Esse voo, no entanto, jamais pousaria em Orly: a menos de um minuto do pouso, mergulha numa plantação de repolhos, tomado pelas chamas.

VINTE E NOVE DE SETEMBRO DE 1988. Mais uma ponte aérea Brasília-Belo Horizonte-Rio na vida do experiente piloto Murilo de Lima e Silva, que naquele dia comandava o VP-375. Para quem pilotara caças militares, o trecho tranqüilo permitia até mesmo que ele e o co-piloto recebessem um amigo no cockpit para um papo. O céu era de brigadeiro até que um dos passageiros, armado, ordena que o avião seja espatifado no Palácio do Planalto. O desejo do seqüestrador era claro: atingir o Presidente da República, José Sarney. Todos a bordo morreriam juntos.

TRÊS DE SETEMBRO DE 1989. Maracanã lotado para assistir ao Brasil X Chile, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 90. Longe dali, em algum ponto a princípio entre Marabá e Belém, Cezar Augusto Garcez comanda um vôo cego. Perdido em pleno ar, tenta se posicionar. No dia seguinte, a imprensa publicaria: “Avião desaparece na Amazônia”.

Em Caixa-preta, Ivan SantAnna reconstitui a trágica história desses três vôos. Partindo de um amplo trabalho de pesquisa e uma série de entrevistas, faxes, e-mails, telefonemas, cartas, documentos e laudos, o autor reuniu informações inéditas sobre os episódios e traçou, com mestria de ficcionista, os instantes que antecederam os vôos, acompanhando os principais personagens, retratando os momentos de pânico em que cada um viu a própria vida em risco.

Bateau Mouche (2015)

disaster2Perplexidade e indignação marcaram o primeiro dia de 1989. Na véspera, cerca de 150 pessoas saíram da enseada de Botafogo a bordo do Bateau Mouche IV em direção à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para assistir aos fogos de artifício. No caminho, o barco naufragou, matando mais de cinquenta pessoas.  Decisões equivocadas, negligência e falta de fiscalização foram alguns dos motivos que levaram o Bateau ao seu trágico destino. O número de mortos só não foi maior porque um iate e uma traineira conseguiram salvar quase cem náufragos.

Num meticuloso trabalho investigativo, Ivan Sant’Anna reconstitui as causas do acidente, recuperando as dramáticas histórias daqueles que passaram pelo terrível episódio.

Plano de Ataque (2006)

disaster3Como foi concebido o atentado terrorista de 11 de setembro? Como os pilotos suicidas foram recrutados e que treinamento receberam nas montanhas do Afeganistão? E o que aconteceu durante os vôos daquela manhã que o mundo não vai esquecer? Após três anos de pesquisas minuciosas Ivan Sant’Anna revela neste livro a trajetória dos homens que planejaram o ataque e daqueles que seqüestraram os quatro aviões – reconstituindo episódios ainda pouco conhecidos do drama humano dos terroristas e das vítimas.

 

 

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