5 livros para quem curtiu O Nome do Vento

Nesse novo post da seção “Se você leu…” vamos indicar cinco livros para os leitores que curtiram bastante O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss. Para ajudar nessa tarefa, postaremos trechos de resenhas de blogs conceituados no meio fantástico da literatura. Lembrando que nenhum livro é igual ao outro e, mesmo com elementos similares, as obras citadas podem acabar sendo bem diferentes entre si, tanto em estrutura, conteúdo e gosto dos leitores.

Agora, sem mais delongas, vamos à lista:

O Navio Arcano – Robin Hobb

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No primeiro volume da trilogia Os Mercadores de Navios-Vivos, Robin Hobb retorna ao cenário de A Saga do Assassino. Todavia, apesar se serem ambas ambientadas no Reino dos Antigos, as séries podem ser lidas em qualquer ordem.

“Madeira-arcana é um tipo de madeira dotada de consciência. Trata-se da mercadoria mais valiosa do mundo, encontrada apenas nos Ermos Chuvosos — e é dela que os navios-vivos são feitos. Arriscar-se nas perigosas águas do Rio da Chuva para chegar aos Ermos Chuvosos é uma audácia praticada por poucos e incautos navegadores na ânsia de possuir um navio-vivo. Mas essas embarcações são difíceis de encontrar – e mais difícil ainda é navegá-las. Raros e valiosos, os chamados navios-vivos têm uma ligação íntima com a família que os comprou originalmente, e sua vida só é despertada depois que três membros de gerações seguidas morrem em seu convés.

Ao longo dos anos, os Velhos Mercadores de Vilamonte tiveram sua riqueza dilapidada pelas guerras ao norte e pelas pilhagens dos piratas ao sul, e agora ainda precisam lidar com o aparecimento de Novos Mercadores, que pretendem abalar o tênue equilíbrio existente entre Vilamonte e os Ermos Chuvosos. A única esperança de renovar a prosperidade da família Vestrit, uma das mais antigas de Mercadores da região, é Vivácia, uma embarcação que está com eles há gerações e prestes a se tornar um navio-vivo. A bordo dela navega a filha do capitão, Althea Vestrit, abalada com o estado de saúde do pai, mas ansiosa pelo despertar do navio que tanto ama. Enquanto isso, o ardiloso pirata Kennit anseia por obter seu próprio navio-vivo. Já bem familiarizado com o poder da madeira-arcana, ele tem planos bem específicos para sua futura embarcação… E não medirá esforços para conquistá-la.

Num reino de culturas e magia peculiares, O navio arcano exibe um deslumbrante elenco de personagens muito bem caracterizados, tanto física quanto psicologicamente, numa aventura fantástica de piratas, navios falantes, serpentes-marinhas, escravos em rebelião, heróis espirituosos e sangrentas batalhas. Robin Hobb tece uma trama envolvente e complexa, com fortes relações pessoais, que seduz o leitor a cada página.”

“É em livros como esse que a relevância e a beleza da fantasia ficam evidentes para mim: Hobb escancara o horror da escravidão mostrando como ocorre a desumanização de pessoas, como isso é promovido pela religião e os poderosos, como pessoas comuns – e boas – podem se ver trabalhando dentro de um sistema maligno, e como crueldade gera mais crueldade. A autora faz um retrato poderoso e inteiramente verossímil da natureza humana e suas piores facetas.” – Sem Serifa

“Esse é um dos livros que exemplificam a citação daquele famoso autor que diz que a fantasia só vale a pena se for descrita de forma tão ‘real’ que acreditamos que, naquele mundo, as ações dos personagens são reais – e isso faz com que nos aproximemos deles de forma que não conseguiríamos fosse a narrativa menos convincente. A ideia dos navios-vivos é muito boa, mas seria apenas uma boa ideia se não fosse sustentada pela narrativa impressionante da autora. – A Devoradora de Livros

O Aprendiz de Assassino – Robin Hobb

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O Aprendiz de Assassino, publicado originalmente em 1995, foi o primeiro da autora Megan Lindholm sob o pseudônimo de Robin Hobb. Desde então, esse nome se tornou um dos mais aclamados dentro do subgênero da fantasia épica.

“Fruto de uma infidelidade, Fitz, filho de Cavalaria, é um bastardo real, desprezado pelo mundo, sem amigos e solitário. O rapaz refugia-se nos estábulos da realeza e apenas sua conexão mágica com os animais – a antiga arte conhecida como Manha – proporciona-lhe um pouco de alegria e companheirismo. Mas a Manha, se usada com frequência, é uma mágica perigosa e mal vista pela nobreza. Então, quando Fitz é finalmente adotado pela casa real, ele deve abrir mão de seus antigos costumes e aprender a viver esta nova vida: artilharia, escrita, bons modos, a magia do Talento… e, secretamente, aprender a matar um homem, já que é treinado para se tornar o assassino real e um dos homens de confiança do Rei Sagaz.

Quando salteadores bárbaros começam a atacar os povoados costeiros, Fitz será encarregado da sua primeira missão. Ao mesmo tempo, perceberá que está rodeado de intrigas, segredos, desonra, heroísmo, aventuras e magia. Embora alguns o vejam como uma ameaça ao trono, ele talvez se torne a principal peça para a sobrevivência do próprio reino.

Em O Aprendiz de Assassino, primeiro volume da série “Saga do assassino”, Robin Hobb cria uma das histórias mais amadas da literatura de fantasia.”

“Talvez se você exige um livro com uma pegada mais acelerada, com grandes batalhas acontecendo e o mundo sendo salvo do mal, esse livro não seja a melhor indicação. Porém, se você não se incomoda de uma história que é levada com um pouco mais de calma, tendo seu foco mais na relação entre os personagens do que na trama em si e nas reviravoltas, eu diria que esse é “O livro” que você está procurando.” – Me Livrando

O Aprendiz de Assassino é contado de uma maneira lenta, onde o mundo, a história, o desenvolvimento dos personagens cresce gradualmente. Hobb faz Fitz sofrer. E muito! E faz o leitor sofrer junto com ele, torcer pelo seu sucesso, para depois ser decepcionado novamente, trazendo mais sofrimento. Não há como não se importar, não se envolver com a história. E é esse poder que Hobb usa para prender o leitor dentro da história, muito além do seu desfecho. Há tantos outros detalhes a serem descobertos sobre a vida de Fitz como assassino que, ao final, o leitor ficará ainda mais curioso para saber o que ainda está por vir.” – INtocados

Tigana – Guy Gavriel Kay

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Em seu primeiro trabalho, Guy Gavriel Kay nos presenteia com uma linda e emocionante história sobre memória e a necessidade de sua preservação. No Brasil, o livro foi dividido em duas partes: A Lâmina na Alma e A Voz da Vingança.

Tigana é uma encantadora obra de mito e magia que vai marcar os leitores para sempre. É a história de uma nação oprimida que luta para se libertar depois de cair nas mãos de conquistadores implacáveis. O povo foi tão amaldiçoado pela feitiçaria do Rei Brandin que o próprio nome da sua bela terra não pode ser lembrado ou pronunciado. 

Mas anos após a devastação de sua capital, um pequeno grupo de sobreviventes, liderado pelo Príncipe Alessan, inicia uma cruzada perigosa para destronar os reis despóticos que governam a Península da Palma, numa tentativa de recuperar o nome banido: Tigana.

Num mundo ricamente detalhado, onde impera a violência das paixões, um povo determinado luta para alcançar seus sonhos. Tigana é um épico sublime que mudou para sempre as fronteiras da fantasia.”

“É impossível não ser impactado pela beleza, melancolia e tristeza de Tigana. As agruras e angústias dos personagens, que não são poucas, refletem no íntimo do leitor que é envolvido de maneira sobrenatural a tudo que acontece na Península da Palma. Posso falar por mim e afirmar que nunca me envolvi tanto, psicologicamente falando, com uma história. Por duas semanas Tigana foi real para mim.” – INtocados

Tigana é uma obra complexa, que raramente se limita às descrições superficiais, com uma narrativa envolvente que sempre enriquece os personagens para que possamos entendê-los, e não apenas acompanhar suas ações. Seu trunfo é a inversão de papéis entre heróis e vilões: não há uma distinção clara entre eles.” – Entrando Numa Fria

O Feiticeiro de Terramar – Ursula K. Le Guin

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Publicado em 1968, O Feiticeiro de Terramar é, com toda certeza, um dos livros que mais influenciou O Nome do Vento. Além disso, ainda foi escrito por uma das autores mais importantes da literatura fantástica: Ursula K. Le Guin.

“Há quem diga que o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos é um homem chamado Gavião. Este livro narra as aventuras de Ged, o menino que um dia se tornará essa lenda.

Ainda pequeno, o pastor órfão de mãe descobriu seus poderes e foi para uma escola de magos. Porém, deslumbrado com tudo o que a magia podia lhe proporcionar, Ged foi logo dominado pelo orgulho e a impaciência e, sem querer, libertou um grande mal, um monstro assustador que o levou a uma cruzada mortal pelos mares solitários.

Publicado originalmente em 1968, O feiticeiro de Terramar se tornou um clássico da literatura de fantasia. Ged é um predecessor em magia e rebeldia de Harry Potter. E Ursula K. Le Guin é uma referência para escritores do gênero como Patrick Rothfuss, Joe Abercrombie e Neil Gaiman.”

“Ao mesmo tempo que desenvolveu um dos mundos mais complexos e vivazes dentro do gênero fantástico (brilhantemente adaptado pelo Studio Ghibli em 2006), Ursula conseguiu fazer da jornada de Ged uma aventura introspectiva e emocionalmente complexa. A maioria das fantasias e obras do gênero alcançam o clímax com a vitória do protagonista contra uma força exterior – dragões, exércitos, monstros. No entanto, ao colocar Ged em sua jornada, Le Guin faz o inverso e leva o protagonista e consequentemente o leitor rumo a um caminho de autoconhecimento e crescimento pessoal.” – Omelete

“Ursula escreveu uma bela história sobre amizade, humildade e responsabilidade. Seu maior mérito foi criar um personagem que, em pouco menos de 200 páginas, evolui e amadurece de maneira crível e humana num universo fantástico que, graças à construção de seu protagonista, tornou-se tão verossímil quanto ele, e tão vasto quanto as profundezas do espírito humano. Ged é um personagem complexo que temos tanta vontade de conhecer quanto as partes inexploradas do mapa de Terramar no início do livro. Este é outro mérito de Ursula: nos deixar sedentos por mais histórias sobre Ged e seu mundo habitado por feiticeiros, dragões, temíveis poderes ancestrais, e forças vindas de outras dimensões, entre elas a mente humana e suas criaturas de luz e trevas.”- Nerd Geek Feelings

A Canção do Sangue – Anthony Ryan

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A Canção do Sangue foi eleita a melhor obra de fantasia pela Amazon UK em 2013. Dotada de um estilo narrativo bem similar ao de O Nome do Vento, o primeiro volume da trilogia A Sombra do Corvo é a indicação certa para quem procura uma história com um pouco mais de ação.

“Quando Vaelin Al Sorna, um garoto de apenas 10 anos de idade, é deixado por seu pai na Casa da Sexta Ordem, ele é informado que sua única família agora é a Ordem. Durante vários anos ele é treinado de forma brutal e austera, além de ser condicionado a uma vida perigosa e celibatária. Mesmo assim, Vaelin resiste e torna-se líder entre seus Irmãos.

Ao longo de sua jornada, Vaelin também descobrirá de quem foi o verdadeiro desejo para que ele fosse entregue à Ordem – o objetivo sempre foi protegê-lo, mas ele não tem ideia do quê. Aos poucos, indícios de uma esquecida Sétima Ordem e questões acerca das ações do Rei Janus fazem Vaelin Al Sorna questionar sua lealdade. Destinado a um futuro grandioso, ele ainda tem que compreender em quem confiar.

Neste primeiro volume da trilogia A Sombra do Corvo, Anthony Ryan estreia de maneira promissora com uma aventura repleta de ação.”

“Uma mistura no mínimo intrigante: o modo de contar histórias visto em A Crônica do Matador do Rei, o treinamento para se tornar especialista em determinado aspecto sendo bem desenvolvido como na série Nobres Vigaristas (os dois extremamente distintos, só para relembrar) e as descrições de batalhas parecidas com as dos livros de Bernard Cornwell. Está esperando o quê para largar a sua leitura atual e dar uma chance a esse livro? Fica a recomendação então. Nota máxima!” – Desbravando Livros

A Canção do Sangue traz em sua trama todas as qualidades de uma grande obra de fantasia épica. A caracterização de seus personagens, a construção do mundo, as batalhas de guerra, fazem dessa uma história intensa. As intrigas, o sistema mágico e os mistérios por trás de poderes sombrios deixarão o leitor cativado com a trama do começo ao fim. Além dos mais, as escolhas morais de Vaelin, sua grande força de liderança e a lealdade entre ele e seus companheiros fazem dele um admirável herói. O final, porém, nos faz questionar como o autor Anthony Ryan desenvolverá o restante da trilogia. No entanto, não há dúvidas de que esse é um grande começo para algo que pode se tornar ainda mais espetacular.” – INtocados

2 pensamentos

  1. Olá! Desses daí, só li A Canção do Sangue, e amei <3 Agora Robin Hobb, nunca li nada dela, mas pretendo corrigir isso ainda esse ano e começar por Aprendiz de Assassino. Ótimas indicações 😀

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