5 livros favoritos de Agatha Christie

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Antes de me tornar um leitor quase exclusivo de literatura fantástica, minha grande paixão literária era Agatha Christie. Desde pegar emprestado na biblioteca da minha antiga escola até colecionar as edições das editoras Altaya e Record compradas em sebos, li praticamente todos os livros e coletâneas da Rainha do Crime publicados no Brasil. O tempo passa, os gostos mudam, vendi a coleção, mas continua o amor pela escrita dessa senhorinha simpática que gostava tanto de me fazer de trouxa. No entanto, mesmo como grande fã, tenho que admitir que a bibliografia de Christie é meio irregular. Alguns trabalhos são incríveis, outros nem tanto, e ainda existe Passageiro para Frankfurt (sério, deixem para ler por último). Por isso, resolvi listar cinco dos meus livros favoritos da autora para recomendar àqueles que estão iniciando a proveitosa leitura dessa verdadeira rainha da ficção policial.

O Assassinato de Roger Ackroyd (1926)

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Foi nessa leitura que pude perceber toda a genialidade de Agatha Christie. Todas as provas, pistas e fatos apontam para a solução, mas, mesmo assim, o leitor é incapaz de vê-la até que seja guiado pelo discurso final de Hercule Poirot. A partir desse momento, nunca duvidei que algo surpreendente pudesse acontecer em qualquer livro da autora.

“Em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana – objeto raro de sua coleção particular – no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. A morte do fidalgo industrial é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes, iniciada com a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio.

Os três crimes em série chamam a atenção da velha Caroline Sheppard, irmã do dr. Sheppard, médico da cidade e narrador da história. Suspeitando de que haja uma relação entre as mortes, dada a proximidade de miss Ferrars com o também viúvo Roger Ackroyd, Caroline pede a ajuda do então aposentado detetive belga Hercule Poirot, que passava suas merecidas férias na vila.

Ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e uma carta reveladora deixada por miss Ferrars compõem o cenário desta surpreendente trama, cujo transcorrer elenca novos suspeitos a todo instante, exigindo a habitual perspicácia do detetive Poirot em seu retorno ao mundo das investigações. O assassinato de Roger Ackroyd é um dos mais famosos romances policiais da rainha do crime.”


Assassinato no Expresso do Oriente (1934)

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Meu primeiro romance policial também foi meu primeiro contato com a Rainha do Crime. Sem saber muito o que esperar, fui lendo o livro como um mero espectador, sem participar da tentativa de descobrir o verdadeiro assassino. O tradicional discurso de Hercule Poirot no final, quando ele revela a identidade do assassino na presença de todos os suspeitos, é um dos grandes momentos da minha vida literária.

“Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga, então, embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano.

O trem expresso, porém, é detido a meio caminho da Iugoslávia por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade, antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos.”


Cipreste Triste (1940)

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Apesar de não figurar entre os seus romances mais conhecidos, Cipreste Triste é o meu livro favorito da autora. Ambientada em um tribunal, a trama é meio às avessas, desconstruindo ao invés de construir a identidade do assasino. O grande diferencial, entretanto, é a personalidade de Elinor Carlisle, protagonista do livro.

“Thriller de tribunal que mais parece um filme de suspense, Cipreste triste possui uma instigante trama que gira em torno de segredos de família. Um mistério que só o detetive Hercule Poirot poderá solucionar.

A dona de uma mansão no interior da Inglaterra morre durante o sono, depois de padecer de uma longa doença. Enquanto a família ainda se recupera do golpe, uma jovem aparece morta nas redondezas. Quando a bela Elinor é incriminada mediante provas aparentemente irrefutáveis, Hercule Poirot é a única pessoa que pode provar sua inocência. Para chegar à verdade dos fatos, ele terá de travar um embate sem igual na justiça inglesa. Este é o primeiro romance de tribunal protagonizado pelo mais famoso personagem da Rainha do crime.

Publicado em 1940, Cipreste triste foi escrito em plena Segunda Guerra Mundial, um período de intensa produção na carreira de Agatha Christie, que se tornaria um dos nomes mais célebres do século XX em matéria de histórias de tribunal imortalizadas no cinema.”


Convite para um Homicídio (1950)

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Meu primeiro livro de Agatha Christe sem Hercule Poirot. Devo confessar que estranhei bastante na primeira vez, mas a releitura me fez coloca-lo entre os meus favoritos. Inclusive, houve um momento em que preferia Miss Marple ao detetive belga. Hoje, considero os dois igualmente geniais, embora Poirot tenha mais livros bons em seu catálogo.

“Durante mais uma tranquila e monótona manhã no pequeno vilarejo inglês de Chipping Cleghorn, um anúncio no jornal local deixa os habitantes em polvorosa: todos são convidados a presenciar um homicídio. Pensando ser apenas um jogo de detetive, os vizinhos comparecem em peso, sem estar preparados para o que viria a seguir.

Em meio a passados nebulosos e jogos de aparências, o cenário descortinado revela que ninguém é o que parece ser. Para resolver o mistério, a polícia conta com a perspicácia de Miss Jane Marple. Por trás dos cabelos brancos e das agulhas de tricô, a simpática velhinha imortalizada por Agatha Christie tem um profundo conhecimento do ser humano – e das atrocidades de que ele é capaz.”


Punição para a Inocência (1958)

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Único livro da lista que não conta com nenhum dos detetives recorrentes da autora, Punição para a Inocência tem uma atmosfera mais introspectiva, assim como Cipreste Triste. Lembro de ter ficado bastante comovido em alguns momentos da leitura. Para aqueles que evitam livros que não sejam protagonizados por Hercule Poirot, Miss Marple, ou até mesmo Tommy e Tuppence, devo avisa-los que há excelentes livros nessa categoria. Além de Punição para a Inocência, posso citar também Cavalo Amarelo, Por que Não Pediram à Evans?, O Homem do Terno Marrom, entre outros.

“Esta é a história da família Argyle, sob a qual paira uma tragédia: Jacko Argyle, talvez o mais intempestivo dos filhos, mata a mãe em um arroubo de loucura. Ele é preso, julgado e condenado, mas acaba morrendo na prisão. Quando todos estão retomando suas vidas, aparece um novo elemento que vai colocar toda a família sob suspeita.

Jogando com as ambiguidades dos sentimentos familiares, Agatha Christie monta um quebra-cabeça psicológico de culpa, vingança e segredos de sangue.”

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