6 livros sobre as Grandes Guerras publicados no Brasil em 2017

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As duas Grandes Guerras Mundiais foram eventos que modificaram toda a estrutura social, geográfica e econômica que conhecemos. As suas consequências, para o bem ou para o mal, ainda podem ser vistas hoje em dia, como as marchas de grupos neonazistas no Estados Unidos mês passado demonstraram. Além disso, relatos de heroísmo, sacrifício e resiliência são sempre interessantes e inspiradores. A forma como as pessoas reagem quando a tragédia se abate sobre elas é emocionante, ainda que triste.  Ao mesmo tempo, ler histórias de sofrimento, violência e crueldade gerados pela guerra é uma forma de aprender com o passado e não repetir o mesmos erros, embora a humanidade seja muito eficiente em encontrar motivos para guerrear entre si.

Essa lista conta com seis livros publicados esse ano que abordam as duas Grandes Guerras, sejam textos sobre o conflito como um todo, batalhas específicas, biografias ou relatos pessoais de vidas transformadas pelo evento:

Dunkirk, de Joshua Levine

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“Em 1940, no porto francês da cidade de Dunkirk, mais de 300 mil tropas Aliadas foram salvas da destruição pelas mãos da Alemanha Nazista em uma extraordinária evacuação pelo mar. Esta é a verdadeira história de soldados, marinheiros, pilotos e civis envolvidos no resgate de 90 dias que se tornou uma lenda. Agora, a história que o primeiro-ministro britânico Winston Churchill descreveu como um “milagre” é narrada pelo autor best-seller Joshua Levine, incluindo entrevistas com veteranos e sobreviventes. Contada do ponto de vista de quem estava na terra, no ar e no mar, o livro “Dunkirk” é um relato dramático da derrota que levou à vitória da guerra e preservou a liberdade de gerações por vir.”

A Primeira Guerra Mundial, de Martin Gilbert

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“Martin Gilbert, historiador britânico e autor de duas das maiores obras de referência sobre o século XX, os clássicos Churchill: Uma Vida e A Segunda Guerra Mundial, se debruça sobre a Primeira Guerra Mundial. O conflito que mudou o mundo destruiu impérios, realinhou fronteiras e matou milhões de pessoas. Legou à humanidade novas tecnologias de morte – tanques, aviões, submarinos, metralhadoras, artilharia de campo, gás venenoso e armas químicas. Começou às onze e quinze da manhã, em 28 de junho de 1914, em Sarajevo, e se estendeu por quase cinco anos. Porém, como mostra Gilbert em uma narrativa fluida e empolgante, nunca terminou. Até hoje vivemos muitos dos horrores que ali nasceram. Para o The New York Times, “este é um dos primeiros livros que qualquer pessoa deve ler para entender a guerra e o século”.”

Hitler, de Joachim Fest

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“Joachim Fest é o mais renomado biógrafo de Adolf Hitler. Sucesso de crítica e de público, a célebre biografia do Füher está de volta agora em um boxe de luxo preparado pela Nova Fronteira, dividida em dois volumes.

O primeiro volume narra a trajetória de Hitler desde sua infância na Áustria, em fins do século XIX, até sua chegada ao poder, em 1933, na Alemanha de Weimar. Já o segundo volume abrange o período que vai da sua ascensão, em 1933, até a queda da Alemanha nazista, com o ditador cercado, bombardeado, demolido, enlouquecido e, por fim, suicida, em 1945.

Os dois volumes trazem ainda caderno extra com imagens do ditador alemão em diversas fases da vida. Fruto de extensa pesquisa, a obra de Fest tornou-se o clássico retrato de um homem, de uma nação e de uma era.”

O Papa e Mussolini – David I. Kertzer

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“Em muitos aspectos, Pio XI e o “Duce” não poderiam ter personalidades mais diferentes. No entanto, havia muito em comum. Não acreditavam na democracia e abominavam o comunismo. Eram propensos a ataques de cólera e protegiam com todas as forças as regalias dos cargos que ocupavam. Além disso, contaram um com o outro para consolidar seus poderes e alcançar objetivos políticos.

Desafiando a narrativa histórica convencional que retrata a Igreja Católica como forte opositora do regime fascista, David I. Kertzer mostra como o papa Pio XI foi crucial para que Mussolini instaurasse sua ditadura e se mantivesse no poder, estabelecendo uma aliança que garantiu à Igreja a restauração de posses e privilégios. Em uma rigorosa investigação, que envolveu o estudo de relatórios dos espiões de Mussolini na Santa Sé e se beneficiou sobretudo da abertura, em 2006, de arquivos secretos do Vaticano, Kertzer não só constata a nebulosa relação dos dois líderes, como também analisa a resistência encontrada pelo pontífice quando, já com a saúde debilitada e à beira da morte, passou a atacar Mussolini, suas leis antissemitas e a aproximação com Hitler. O medo dos prejuízos advindos do rompimento com o regime fascista mobilizou as mais expressivas autoridades do Vaticano, entre elas o futuro papa, Pio XII.

Vívido e dramático, O papa e Mussolini traz uma visão cruelmente verdadeira sobre um capítulo obscuro da história mundial, fartamente documentada, narrada com extrema perícia e reconhecida, em 2015, com o Prêmio Pulitzer de biografia.”

A Última Mensagem de Hiroshima – Takashi Morita

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“Como sobreviver com a mente cheia de memórias da Segunda Guerra Mundial? Como lidar com o trauma de ter presenciado a destruição arrebatadora de uma bomba atômica praticamente ao seu lado? E como pensar em salvar civis quando sua própria vida está em jogo? Conheça neste livro a história do Sr. Takashi Morita, sobrevivente da bomba atômica que dizimou milhares de seres humanos e que até hoje manifesta efeitos na saúde física e mental da população de Hiroshima e de Nagasaki.

Era 6 de agosto de 1945. Ninguém poderia prever, mas foi neste dia que a vida de inúmeros japoneses – e das gerações subsequentes – mudaria para sempre. As consequências da bomba atômica foram devastadoras, e não apenas no que diz respeito à saúde daqueles que se encontravam nas imediações do epicentro, como é o caso do Sr. Takashi, que exercia o ofício de soldado na época. Para além das numerosas enfermidades oriundas da intensa radiação emitida em Hiroshima e Nagasaki, os atingidos pelas bombas sofreram muita discriminação, principalmente pelo fato de as consequências decorrentes da radiação para os sobreviventes e seus descendentes serem ainda uma incógnita.

Após sofrer situações tão devastadoras como as que o Sr. Takashi viveu, muitos de nós provavelmente sucumbiríamos ao rancor. A sabedoria, no entanto, com a qual ele enfrentou suas memórias mais sombrias é inspiradora. Quando questionado a respeito de suas mágoas com relação aos norte-americanos, responsáveis pelo envio da bomba atômica a Hiroshima, o veterano responde: “Estavam apenas fazendo o seu trabalho.” 
O perdão, a compreensão, a empatia e todos os laços e fortalezas construídos em detrimento de um passado que é impossível de esquecer são lições que o Sr. Takashi, agora um comerciante de 92 anos que vive no Brasil, visa nos ensinar neste emocionante relato.”

A Mulher do Oficial Nazista – Edith Hahn Beer

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“Edith Hahn era uma mulher austríaca extrovertida e de opinião forte quando a Gestapo aprisionou os judeus em um gueto e, depois, em um campo de trabalhos forçados. Quando Edith retornou à Viena, ela sabia que seria cassada pelos nazistas. Resolve, com a ajuda de uma amiga cristã, criar uma nova identidade. Assim emerge Grete Denner. Foi como Grete que ela conheceu Werner Vetter, um membro do partido nazista que se apaixonou perdidamente por ela. Apesar de seus protestos e de confessar ser judia, Werner a pediu em casamento e manteve sua identidade em segredo. 

Neste livro, Edith reconta como era viver em constante medo. Ela revela como os oficiais nazistas casualmente questionavam a linhagem de seus pais, como ela recusou analgésicos durante o parto de seus filhos, o momento em que seu marido foi capturado pelos soviéticos, quando foi expulsa de sua casa e teve que se esconder de soldados russos bêbados que estupravam mulheres na rua, dentre tantas outras experiências terríveis de um dos períodos mais avassaladores da História.”

 

 

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